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Dr. Emerson Garms – explica por que hábitos adotados desde a juventude influenciam diretamente a qualidade de vida na velhice

by Nelson Coelho

Especialista do Hospital Santa Catarina – Paulista explica por que hábitos adotados desde a juventude influenciam diretamente a qualidade de vida na velhice

O que faz algumas pessoas chegarem aos 80 anos caminhando, viajando e realizando suas atividades de forma independente, enquanto outras enfrentam limitações físicas décadas antes? Embora o envelhecimento traga mudanças naturais ao organismo, especialistas reforçam que a perda de mobilidade não é uma consequência inevitável da idade.

A capacidade de se movimentar com autonomia está diretamente relacionada aos hábitos cultivados ao longo da vida. Prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio, reduzindo o risco de limitações futuras.

De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina – Paulista, o envelhecimento pode estar associado à redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse processo. “O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária”, afirma.

Muitas vezes, a perda de mobilidade acontece de forma gradual e passa despercebida. Pequenas dificuldades para subir ou descer escadas, agachar para pegar objetos no chão, amarrar os sapatos ou atravessar uma rua dentro do tempo previsto pelo semáforo podem ser sinais de alerta. Quando essas limitações surgem, o corpo já pode estar sofrendo os efeitos da perda de força muscular e da redução da capacidade funcional.

Nesse contexto, a musculatura desempenha um papel fundamental. Além de auxiliar nos movimentos cotidianos, ela contribui diretamente para a estabilidade corporal e para a prevenção de quedas. Segundo o especialista, “a força muscular é o mais importante, pois também traz melhor equilíbrio. As caminhadas auxiliam no ganho de força muscular e na parte cardiovascular”.

O sedentarismo, por sua vez, acelera um processo que pode comprometer significativamente a qualidade de vida. A falta de movimento favorece a perda de massa muscular, reduz a mobilidade das articulações e dificulta tarefas simples do dia a dia. Com o passar dos anos, esse quadro pode resultar em dependência funcional e maior vulnerabilidade a lesões.

O que fazer para manter a mobilidade?
A recomendação dos especialistas é que os cuidados com a mobilidade comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a preservar a capacidade funcional do corpo.
Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas musculares e articulares para o futuro.
Aos 50, manter a força e prevenir perdas naturais do envelhecimento.
Já aos 70 anos e além, a atividade física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir o risco de quedas.
As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.

Quando problemas ortopédicos já estão instalados, os avanços da medicina oferecem alternativas capazes de restaurar parte da mobilidade e aliviar a dor. Infiltrações articulares com ácido hialurônico, por exemplo, podem auxiliar pacientes com artrose, enquanto procedimentos cirúrgicos modernos, como as artroplastias, possibilitam a substituição de superfícies articulares comprometidas, contribuindo para a recuperação dos movimentos.

Para o Dr. Emerson, o que diferencia as pessoas que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de exercícios, a alimentação adequada e o sono de qualidade formam a base para um envelhecimento saudável.

Se fosse preciso resumir em uma única recomendação, ela seria simples: manter o corpo em movimento. “As caminhadas e a prática da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda, respeitando sempre os próprios limites”, conclui o ortopedista do Hospital Santa Catarina – Paulista.

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