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Associação Paulista de Medicina: Pesquisa inédita faz raio-X da saúde dos médicos

by RcpxRaquelADM

Eles trabalham acima da média, perdem dias e qualidade de vida em deslocamentos entre suas casas e locais de atendimento, deixam a desejar em atividades físicas, e muitos enfrentam problemas de saúde mental. O impacto da Covid-19 nos profissionais de Medicina é absurdamente maior do que na população em geral. Há muito mais, confira.

A estressante rotina de São Paulo e a carga sobre-humana de trabalho são alguns dos fatores que impactam direta e negativamente a qualidade de vida e, por consequência, a prática dos médicos atualmente. 

A inferência salta aos olhos a partir da análise dos dados de pesquisa inédita da APM, realizada de 19 a 29 de agosto, com profissionais de Medicina de todo o estado. 

A amostragem teve a participação de 778 médicos respondendo espontaneamente questionário estruturado on-line, via plataforma Survey Monkey. A Associação Paulista de Medicina busca aprofundar a compreensão sobre os problemas de saúde enfrentados por aqueles que cuidam do nosso bem-estar diariamente. 

[u][b]Trabalho[/b][/u]
A pesquisa confirma que os médicos cumprem jornadas de trabalho bem mais puxadas do que a estabelecida na Constituição da República, em seu artigo 7º, inciso XIII, de oito horas diárias e 44 semanais. Estão nesse grupo cerca de 50% dos que responderam ao questionário: 24,94% chegam a 50 horas, enquanto 24,29% vão ao limite de 60 horas ou mais. 

[u][b]Deslocamentos diários[/b][/u]
A relação entre descolamento para os pontos em que atendem e tempo dispendido também aponta para desgaste enorme dos médicos, assim como ocorre com boa parte da população. Um a cada três gasta diariamente até duas horas ou três horas nesse vai e vem. Cinco entre dez (mais especificamente 50,64%) percorrem até 20 a mais de 50 quilômetros no dia a dia. 

Sobre esse ponto específico, vale uma reflexão: todas as semanas, mais de 30% dos médicos perdem, no mínimo, o equivalente a um dia de trabalho presos em engarrafamentos, sofrendo com as mazelas do trânsito. 
Péssimo para a saúde deles e, bem provavelmente, interfere no nível da assistência.  

[u][b]Atividade física[/b][/u]
Os médicos estão bem fora da curva quando suas vidas são colocadas diante da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de prática de 150 a 300 minutos de atividade física por semana. 

Dos 778 que retornaram à pesquisa da APM, 26,99% dizem ficar simplesmente no zero, ou seja, nada de atividade física; e 57,97% declaram ter uma rotina de exercícios de uma até quatro vezes por semana. 

Já sete em cada dez profissionais da área apontam até, no máximo, 30 minutos das atividades.

[u][b]Uso contínuo de medicamentos[/b][/u]
A utilização é recorrente e expressiva. Muitos usam remédios para hipertensão, diabetes e colesterol (veja tabela a seguir). Mas, há um indicativo preocupante e, portanto, merecedor de reflexão: 30% dos médicos consomem tranquilizantes, ansiolíticos e antidepressivos.
 
[u][b]Doenças[/b][/u]
Indagados, em uma questão de múltipla escolha, sobre doenças que têm ou tiveram de um ano para cá, 44,09% apontaram distúrbios de sono, 29,95% cefaleia, 21,72% distúrbios psicológicos e 11,05% disfunções sexuais. 

 
[u][b]Equilíbrio[/b][/u]
Especificamente sobre equilíbrio de humor e psicológico, os dados relacionados aos 24 meses mais recentes são os seguintes: 71,72% dizem sofrer de desânimo e impaciência, 20,05% vivenciam o sentimento de solidão, 26,61% percebem alterações na memória e 30,72% acusam falta de atenção e de concentração. 
 
[u][b]Covid-19[/b][/u]
Fica evidente pela pesquisa que os médicos foram severamente castigados pela pandemia. Um paralelo importante: estima-se que o Brasil tenha cerca de 215 milhões de habitantes. Em 13 de outubro de 2022, os casos somavam 34,7 milhões. A proporção, a partir desses números, é de 16,14%. 
Entre os profissionais de Medicina, 68,63% tiveram, parte deles mais de um episódio. Só 28,41% não contraíram por vez alguma e 2,96% afirmam não saber.
 
Eles também sofrem com sintomas da Covid-19 longa, como perda de memória, ansiedade, insônia, dores musculares e queda de cabelo, dentre outros. 
 
[u][b]Boas notícias[/b][/u]
Há, por outro lado, pontos a comemorar: primeiramente, nove em cada dez médicos se vacinaram contra a doença. Proporções no gráfico abaixo. 
 
E 95% dos médicos dizem não fumar. Aliás, 77,76% nunca fumaram, e 16,07% pontuam ter abandonado o hábito em referência aos cigarros convencionais. 

Veja a íntegra e gráficos citados em [url=http://apm.org.br]apm.org.br[/url]
Link para integra da pesquisa clique [url=https://www.apm.org.br/wp-content/uploads/pesquisa-saude-do-medico_2022.pdf]AQUI[/url]

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