O risco de óbito em uma cirurgia bariátrica atualmente é baixo e a dimensão da estatística se equipara aos riscos de uma cesárea ou de uma cirurgia da vesícula e não chegam nem a 0.3%. Mas, segundo o médico cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, da capital paulista, alguns pontos devem ser levados em consideração para garantir a segurança do paciente.
“A cada 2% das pessoas vão ter complicações, ou seja, dois a cada 100 pacientes. Por isso, o ambiente para fazer uma cirurgia bariátrica precisa oferecer os recursos necessários – os quais todo paciente tem direito – como UTI de qualidade, equipe de médicos intensivistas qualificada, disponibilidade do período de internação, que costuma ser de cerca de 24 horas, com possibilidade de realização de tomografia, caso seja necessário para identificar uma complicação mais precocemente, ultrassom, para detectar trombose e fazer a intervenção de medicação anticoagulação e por aí vai”, alerta. Ele ressalta ainda que o grande perigo atualmente é que é muito comum existirem centros de saúde verticalizados em grandes operadoras de saúde, nas quais o paciente passa com médico em uma primeira consulta, mas será operado por outro que não compreende 100% do caso do paciente.
Dr. Rodrigo ainda fala que pacientes com comorbidades como diabetes ou outras inúmeras doenças que estão associadas à obesidade, possuem um aumento de risco de mortalidade, mas que podem ser controlados deixando a cirurgia segura. “Esse é um procedimento que, comprovadamente, aumenta a expectativa de vida e precisa ser feito para garantir a saúde de inúmeras pessoas que sofrem com o excesso de peso”, finaliza o especialista em bariátrica.
