Abril é o mês de conscientização e combate ao câncer de testículo. A campanha chamada Abril Lilás, busca informar e mostrar a importância dos cuidados com a saúde masculina. No Brasil, a doença corresponde a 5% do total de casos de câncer entre homens, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).[url=https://www.repliquemontrefrance.com/]replique montre france[/url]
Caio Guimarães Neves, médico oncológico do Instituto de Câncer de Brasília (ICB), afirma que, apesar de rara, a doença atinge, principalmente, homens entre 15 e 50 anos e se for detectada precocemente é tratável e curável. “Ela apresenta baixo índice de mortalidade quando diagnosticada em estágios iniciais”, aponta. “Os pacientes devem ficar atentos ao aparecimento de nódulos; aumento ou diminuição dos testículos; endurecimento; sangue na urina; dor ou desconforto sem causa aparente na parte baixa do abdômen; e sensibilidade dos mamilos”.
A falta de informação e, em alguns casos, o preconceito são algumas das razões que levam os homens a deixarem de lado as consultas de rotina e procedimentos simples, indolores e fundamentais para identificar a doença. “Mesmo que raro, o câncer de testículo é um tipo agressivo, pois evolui de forma muito rápida com a duplicação das células tumorais”, ressalta Caio. “É por isso que os homens devem se cuidar e se preocupar com a própria saúde. É importante que eles possam realizar os exames de prevenção para manter uma vida saudável”.
Entre os fatores de risco para a doença estão: histórico familiar, infertilidade, exposição a agrotóxicos e Criptorquidia (quando um ou os dois testículos não descem para a bolsa escrotal). O tratamento é feito com cirurgia, onde o testículo é extraído em parte ou totalmente — dependendo do tamanho da lesão e dos marcadores tumorais — e com radioterapia, quimioterapia e controle clínico. “A função sexual e reprodutiva dos pacientes não é afetada quando o outro testículo está saudável”, finaliza o médico.
