
Recomendação prevê uso em situações específicas, após resposta insuficiente ao acompanhamento de hábitos; para menores de 10 anos, medicamentos não são recomendados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta quarta-feira, 7 de outubro, suas primeiras diretrizes globais para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes. O documento admite o uso de medicamentos aprovados para adolescentes de 10 a 19 anos quando um programa supervisionado de alimentação, atividade física e mudanças de comportamento não alcança os resultados desejados. Para crianças menores de 10 anos, a entidade não recomenda tratamento medicamentoso.
A orientação chega em um cenário de avanço da doença: em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com obesidade no mundo. A prevalência nessa faixa etária quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%, segundo a OMS.
Para o Dr. Paulo Telles, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a discussão exige uma mudança na forma de enxergar o tratamento. “São medicamentos para tratar a obesidade, uma doença crônica, e não para perder alguns quilos por estética. Precisamos parar de associar obesidade à falta de força de vontade e de esperar que as complicações apareçam para oferecer cuidado.”
A faixa etária contemplada pela diretriz não significa que qualquer medicamento possa ser prescrito a partir dos 10 anos. A indicação depende da aprovação de cada produto para a idade do paciente e da avaliação individual.
“A recomendação não libera as chamadas canetas para todo adolescente com obesidade. É preciso avaliar a resposta ao acompanhamento anterior, os benefícios, os riscos e as contraindicações. A medicação, quando indicada, faz parte do tratamento e exige supervisão especializada”, explica a Dra. Paula Pires, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
As diretrizes mantêm alimentação, atividade física e apoio à mudança de comportamento como base do cuidado. Também destacam a saúde mental e a participação da família, diante dos efeitos do estigma e do bullying.
“Não basta cobrar que a criança mude enquanto a rotina da casa permanece igual. A família precisa participar, com atenção à alimentação, ao sono, às telas e às oportunidades de brincar e se movimentar. O objetivo é melhorar a saúde e a qualidade de vida, sem culpa ou constrangimento”, afirma a Prof.ª Dra. Elisabeth Fernandes, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Dra. Elisabeth Canova Fernandes
Pediatra
CRM 94686
RQE 105.527
Médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC.
Residência médica em pediatria pela FMUSP
Complementação especializada em reumatologia pediátrica pelo Instituto da Criança – FMUSP
Título de especialista em Pediatria pela SBP
Título de especialista em reumatologia pediátrica pela SBP e SBR
Mestrado e doutorado em pediatria pela FMUSP
Pós-graduação em nutrição infantil pela Boston Umjversity e também pela Ludwig Maximilian University of Munich.
Professora de graduação em Medicina na Universidade São Caetano do Sul.
Médica proprietária da Clínica Pediátrica Crescer Participação ativa em diversos congressos nacionais e internacionais em pediatria voltados para alimentação infantil, amamentação, cuidados com o bebê e doenças comuns da primeira infância.
Palestrante frequente nos temas de amamentação, alimentação infantil e primeiros cuidados com o bebê.
Dra. Paula Pires Especialista em Endocrinologia, Metabologia e Clínica Médica
Graduação pela Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília – UnB.
Residência Médica em Clínica Médica pela UNICAMP.
Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP).
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM.
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia Pediátrica
Membro da Endocrine Society, SBEM e ABESO.
Preceptora de Endocrinologia no Hospital Beneficência Portuguesa (2014-2016)- discutindo casos endocrinológico e dando aulas sobre temas diversos na área de endocrinologia.
Médica Endocrinologista da Saúde do Colaborador do Hospital Sírio Libanês até 06/2017.
Faz parte do Corpo Clínico dos Hospitais Sírio Libanês, Nove de Julho e Albert Einstein.
Fez o curso de Medicina do Estilo de Vida (Lifestyle Medicine) e gerenciamento do stress, sono e qualidade de vida pela Harvard Medical School- Curso: Tools for Promoting Healthy Change, junho de 2017 e de 2018.
Membro ativa do American College de Lifestyle Medicine.
Fez o curso em “Culinary Coaching” pelo Instituto de Medicina do Estilo de Vida do Spaulding Rehabilitation Hospital-Harvard Medical School- 2018.
Dr. Paulo Nardy Telles
CRM 109556 @paulotelles
Formado pela Faculdade de medicina do ABC
Residência médica em pediatra e neonatologia pela Faculdade de medicina da USP
Preceptoria em Neonatologia pelo hospital Universitário da USP
Título de Especialista em Pediatria pela SBP
Título de Especialista em Neonatologia pela SBP
Atuou como Pediatra e Neonatologista no hospital israelita Albert Einstein 2008-2012
18 anos atuando em sua clínica particular de pediatria, puericultura.
