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Dúvidas sobre os efeitos da cirurgia bariátrica persistem no imaginário de pacientes que querem, e precisam, se livrar da obesidade. São mitos sobre benefícios exagerados e possíveis consequências desfavoráveis que, devido à falta de orientação médica, podem causar insegurança na decisão de emagrecer por meio de intervenção cirúrgica.
Para esclarecer o assunto, confira três informações que o paciente precisa ter antes de optar pela cirurgia bariátrica como tratamento ideal para fazer as pazes com a balança.
1. Diagnosticar a obesidade com orientação médica:
Segundo o especialista em cirurgia bariátrica do Hospital São Luiz Anália Franco, Dr. Marcos Henrique Giansante, “a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e progressiva, que precisa ser controlada e não deve ser tratada como falha de comportamento. O portador dessa doença tem de ser curado. Não tem de sofrer preconceito. E apenas com auxílio médico ele pode descobrir se é portador de obesidade”. Caso o quadro seja confirmado, o paciente precisa assumir que está doente e que o tratamento é necessário. Esse é o primeiro passo para tratar a obesidade.
2. Exercer sua autonomia:
O paciente diagnosticado com obesidade deve escolher como irá emagrecer. Uma opção é o tratamento clínico, com nutricionista e endocrinologista, focado geralmente na motivação e na mudança de comportamento.
Outra opção igualmente importante é a cirurgia bariátrica. “A proposta da cirurgia é que seja uma ferramenta eficiente para o controle desta doença, antecipando a sensação de saciedade após as refeições. O paciente que escolhe passar por essa cirurgia melhorará seu grau de nutrição, se seguir corretamente as orientações médicas. O paciente não precisa ter sofrido sequelas graves ou distúrbios metabólicos, como o diabetes e a hipertensão, para optar pela operação. O ideal é que ele não chegue neste ponto”, diz Dr. Giansante.
Segundo o médico, o Índice de Massa Corporal (IMC) do paciente não é o único indicador a ser considerado na recomendação de uma cirurgia bariátrica. “Com os avanços tecnológicos a favor da cirurgia bariátrica, os critérios antigos estão sendo reavaliados. A indicação deve ser feita caso a caso, considerando também fatores metabólicos e genéticos, por exemplo”, diz Dr. Giansante.
É importante que o paciente conheça todas as opções de tratamento e indicações médicas. Assim, com segurança e motivação, ele poderá escolher como será tratado.
3. Conhecer o hospital e a equipe médica (em caso de cirurgia):
É recomendado que o paciente que opte pela cirurgia bariátrica conheça o hospital e os médicos que irão operá-lo. “A equipe médica deve ser certificada para realizar este tipo de procedimento. É importante também que os médicos e o hospital tenham vocação para a cirurgia bariátrica”, diz Dr. Giansante.
Uma dica para o candidato à cirurgia é checar se o hospital tem perfil tecnológico e infraestrutura para oferecer acompanhamento pós-operatório adequado.
Palestra gratuita no Hospital São Luiz Anália Franco esclarece dúvidas
As principais dúvidas da comunidade sobre os efeitos da cirurgia bariátrica poderão ser esclarecidas na palestra gratuita ‘O obeso e a cirurgia: uma visão geral sobre a doença, os tipos de tratamentos e vida após a cirurgia’, nesta quinta-feira (29), às 19h30, no auditório do Hospital São Luiz Anália Franco, em São Paulo (SP).
A palestra será ministrada pelos especialistas Dr. Marcos Henrique Giansante, Dr. Marcelo Bianchi e Dr. Rogério Mattar. Ao final da sessão, os participantes poderão esclarecer dúvidas com os médicos. As inscrições podem ser feitas por meio do site do Hospital e Maternidade São Luiz, ou pelo telefone (11) 3386-1584.
