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Dia Mundial do Sono: Academia Brasileira de Neurologia

by RcpxRaquelADM

Dia Mundial do Sono: Academia Brasileira de Neurologia alerta sobre o impacto do sono na qualidade de vida
 
Nesta sexta-feira, [b]14 de março[/b], é celebrado o [b]Dia Mundial do Sono[/b], que visa conscientizar sobre a importância do sono saudável 

De acordo com estudos da[b] Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)[/b], 72% dos brasileiros têm pelo menos alguma queixa relacionada ao sono. São cerca de 73 milhões de pessoas com dificuldade para dormir ou sono de má qualidade, o que pode acarretar problemas de memória, concentração, humor e nas atividades diárias.
 
A [b]Academia Brasileira de Neurologia[/b] tem um papel fundamental na promoção do conhecimento sobre o sono. O [b]Departamento Científico de Sono[/b] se dedica ao estudo do ciclo sono-vigília e dos transtornos que afetam a qualidade do descanso.
 
O sono é um estado comportamental natural e obrigatório para o equilíbrio e bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas. Os distúrbios do sono são aquelas condições que interferem nesse equilíbrio e, consequentemente, na saúde e qualidade de vida.

A medicina reconhece seis grandes grupos de distúrbios do sono: insônias, distúrbios de hipersonia (sonolência excessiva, como na narcolepsia), distúrbios respiratórios (apneia do sono), transtornos de movimento, transtornos de ritmo circadiano (como jet lag e desajustes dos trabalhadores de turno) e parassonias (comportamentos anormais durante o sono, como sonambulismo e terror noturno).
 
Cada vez mais surgem evidências científicas do impacto negativo dos transtornos do sono em doenças cardiovasculares (casos da doença arterial coronariana, das arritmias e da hipertensão arterial), doenças metabólicas e endocrinológicas (como obesidade e alterações do crescimento), doenças neurológicas (dores, alterações cognitivas, epilepsia, déficit de atenção e AVC), doenças gastrointestinais (como refluxo gastroesofágico), psiquiátricas (transtorno afetivo bipolar, depressão e ansiedade, entre outros), urológicas, entre outras.
 
O neurologista com atuação em medicina do sono é o profissional adequado a lidar com os distúrbios do sono, pois é ele quem recebe treinamento clínico específico e aprende as bases do funcionamento cerebral e suas consequências no comportamento humano. Esse treinamento permite ao neurologista cuidar das repercussões sistêmicas das doenças do sono e as bases neurológicas permitem que faça diagnósticos diferenciais e investigue outras possíveis causas para as manifestações do paciente.
 
O Dia Mundial do Sono foi criado pela [b]World Sleep Society[/b] para conscientizar sobre o impacto do sono na qualidade de vida. No Brasil, a data é celebrada desde 2008 e reforça a necessidade de diagnosticar e tratar distúrbios do sono.
 
[b]Exames[/b]
Embora uma boa parcela dos transtornos de sono possa ser diagnosticada através da anamnese, por vezes exames complementares são necessários no diagnóstico dos transtornos de sono.
 
Um dos principais exames usados para o diagnóstico dos transtornos do sono é a polissonografia, realizado durante uma noite inteira de sono. O paciente é encaminhado ao laboratório de sono, onde vários fios são conectados ao paciente em um computador que registra todos os fenômenos importantes relacionados ao sono.
 
O exame fornece dados claros sobre as fases de sono pelas quais o indivíduo passou naquela noite, sobre o padrão respiratório, evidenciando a presença de ronco e/ou apneia, sobre quantas vezes o indivíduo despertou, sobre como variou a oxigenação do sangue durante toda a noite, sobre a presença e tipo de arritmias cardíacas, sobre movimentos das pernas etc. Permite fazer, por exemplo, o diagnóstico diferencial entre a síndrome da apneia obstrutiva do sono e outros distúrbios do sono com quadros clínicos semelhantes, como apneia central, síndrome dos movimentos periódicos dos membros e narcolepsia.
 
Infelizmente a polissonografia ainda não é uma realidade amplamente acessível à população, pois tem custo elevado, requer pessoal altamente treinado e equipamentos sofisticados, portanto é importante a conscientização de gestores, especialmente da saúde pública, para a expansão da oferta dessa ferramenta diagnóstica.

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