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Câncer de intestino: médica PhD em endocrinologia pela USP explica fatores de risco

by RcpxRaquelADM

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de intestino é o terceiro mais incidente na população brasileira. São aproximadamente 40 mil novos casos diagnosticados por ano, entre homens e mulheres. Desses, cerca de 30% ocorrem devido a fatores comportamentais, como a alimentação errada e falta de atividade física.

A Dra. Elaine Dias JK, que é PhD em endocrinologia pela USP e membro ativa da sociedade de metabologia e endocrinologia, explica que entre os fatores de risco estão: idade avançada, histórico familiar de câncer de intestino ou pólipos, tabagismo, consumo excessivo de álcool, dieta rica em carne vermelha e processada, comida gordurosa, pouco consumo de frutas, vegetais e fibras.

A médica ressalta alguns sinais que podem estar relacionados à doença, que precisam de tratamento o quanto antes. “As manifestações clínicas do câncer de intestino variam de acordo com a localização do tumor e do estágio da doença”, explica. Entre os sinais e sintomas mais comuns, estão:

– Mudanças no hábito intestinal, como diarreia ou constipação;

– Sangue nas fezes ou fezes escuras;

– Dor abdominal ou cólica;

– Perda de peso sem motivo aparente;

– Fadiga e fraqueza;

– Inchaço ou sensação de plenitude abdominal;

– Náuseas e vômitos;

– Anemia ferropriva (deficiência de ferro).

A Dra. Elaine ressalta, ainda, que é importante notar esses sinais e sintomas, eles também podem ser causados por outras condições médicas e não necessariamente indicam câncer de intestino. “É fundamental consultar um médico se estiver com quaisquer desses sintomas, para que possa ser feita uma avaliação adequada e, se necessário, realizar exames mais específicos, como a colonoscopia, que permite a visualização do interior do cólon e é considerado o melhor método de screening para câncer de intestino”, explica.

A médica esclarece que a recomendação atual para esse exame é que as pessoas façam a partir dos 50 anos de idade. “No entanto, se houver histórico familiar de câncer de intestino ou pólipos, é recomendado começar a fazer o screening a partir de uma idade mais jovem, geralmente aos 40 anos ou 10 anos antes da idade em que o membro da família foi diagnosticado, o que ocorrer primeiro”, finaliza.

 
 

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