Ramon de Mello*
Professor da Unifesp ressalta a importância de uma investigação adequada
Considerado como tipo raro de câncer, o mieloma múltiplo pode ser confundido com outras doenças. “É preciso fazer uma investigação profunda para um diagnóstico adequado da doença. Nos últimos anos, as pesquisas têm avançado com a oferta de novos medicamentos”, afirma o oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal).
O pesquisador explica que o paciente pode, inclusive, não ter indícios da doença: “Em alguns casos, a pessoa tem perda de apetite, dor nos ossos e febre. Em um outro estágio da doença, aumento dos órgãos, dano renal, fratura óssea ou perda de peso também são sintomas relatados pelos pacientes”.
Na segunda-feira, dia 15, o ex-volante Gilmar Fubá, de 45 anos, morreu em decorrência do mieloma múltiplo. Segundo o oncologista, a doença ainda não tem uma causa específica e pode estar relacionada às alterações genéticas: “Na maioria dos casos, esse tipo raro de câncer é diagnosticado em pessoas com idade acima de 65 anos”.
* Ramon Andrade de Mello
Oncologista clínico e professor adjunto de Cancerologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Câncer de Pulmão no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).
Sintomas podem dificultar diagnóstico do mieloma múltiplo
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