[i]De acordo com o Dr. Camilo Augusto de Azeredo Coutinho Júnior, médico neurologista parceiro do CENSA Betim/MG, a comorbidade tem correlação com alguns grupos de doenças psiquiátricas, como autismo, deficiência intelectual, transtornos psicóticos e depressão[/i]
De acordo Organização Mundial de Saúde (OMS), a epilepsia é uma doença cerebral crônica, de causas múltiplas, caracterizada pela recorrência de crises epilépticas não provocadas, e que leva a alterações neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais. Estima-se que a epilepsia acometa de 0,5% a 1% da população mundial, ou seja, atinge cerca de 50 milhões de pessoas conforme dados da OMS.
De acordo com o Dr. Camilo Augusto de Azeredo Coutinho Júnior, médico neurologista do CENSA Betim/MG, a epilepsia tem correlação com alguns grupos de doenças psiquiátricas, como autismo, deficiência intelectual, transtornos psicóticos e depressão. “O autismo representa um fator de risco para Epilepsia. Certa de 25 % dos pacientes autistas vão apresentar crises convulsivas em algum momento da doença. O início das crises ocorre na faixa dos 8 aos 26 anos de idade. Os autistas graves apresentam maior risco de desenvolver Epilepsia. Na deficiência intelectual também observamos uma maior incidência de Epilepsia.”, explica.
Segundo o Dr. Camilo Augusto de Azeredo Coutinho Júnior, a Síndrome de Down é a causa mais comum de deficiência intelectual e o risco de epilepsia varia de 1 a 13%. “As convulsões nesta população são mais bem controladas com a medicação. A privação do sono do paciente com depressão é um fator de risco para desenvolvimento de crises convulsivas. Nos transtornos psicóticos, o risco de epilepsia é discretamente aumentado. O tratamento da Epilepsia nos pacientes com transtornos psiquiátrico tem que ser individualizado, constante e na maioria dos casos por toda a vida do indivíduo. É fundamental o monitoramento das crises, uma vez que o descontrole destas aumenta o risco de morbimortalidade”, salienta.

