Após passar pela fase de expectativa e realização da cirurgia bariátrica, o paciente dá início a fase de recuperação e de novos hábitos rumo a uma vida mais saudável. O período do pós-operatório requer muitos cuidados e as orientações médicas devem ser seguidas à risca devido às novas condições do estômago, que fica com a capacidade reduzida.
De acordo com o cirurgião bariátrico Thales Delmondes Galvão, a redução de estômago não permite que o paciente se alimente com grandes quantidades de alimentos, porém, doces e líquidos, por exemplo, geralmente são ingeridos com maior facilidade. Por isso, é necessário que o paciente redobre a atenção nas refeições e quando necessário, busque tratar uma possível compulsão alimentar.
“Isso acontece porque a cirurgia reduz apenas a sensação física de fome, e os episódios de compulsão, na maioria das vezes, estão relacionados com fatores psicológicos, como ansiedade e depressão”, explica.
Ainda devido aos impactos emocionais, tanto pré, quanto pós-cirúrgicos, em alguns casos, outras formas de compulsão, como em álcool, sexo e compras também podem ser agravados. O ideal é que seja buscado suporte psicológico antes mesmo do paciente se submeter à redução de estômago.
De acordo com Thales, psicólogos contribuem fornecendo informações e recursos adaptativos. “A partir da relação de confiança estabelecida com o psicólogo ainda na fase pré-operatória, o paciente poderá recorrer ao profissional quando sentir dificuldades com a nova realidade ou precisar trabalhar possíveis questões que surjam após a cirurgia. Dessa forma, com o acompanhamento psicológico, o paciente encontrará novas maneiras de lidar com as emoções de modo mais saudável, ao invés de buscar a comida ou qualquer outro vício para se sentir aliviado” explica.
Além disso, para passar pela fase de adaptação e usufruir de todos os benefícios do procedimento, é fundamental que o candidato à cirurgia também busque acompanhamento multidisciplinar, incluindo nutricionista, endócrino, fisioterapia, cardiologista e pneumologista.
