Um estudo elaborado pela aluna do curso de Doutorado em Odontopediatria da Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas/SP, Karla Christina Amaral de Pinto Costa, sob a orientação da Profª Dra Giselle Rodrigues de Sant’ Anna Neves observou 138 adolescentes, com idade média de 14 anos, para avaliação da qualidade do sono e a presença de sonolência, com o objetivo de relacionar os sintomas com a Disfunção Temporomandibular (DTM). De acordo com os resultados, os pesquisadores verificaram que havia relações entre os pacientes que tinham qualidade de sono comprometida e presença de sonolência, com a DTM, depressão e baixa qualidade de vida.
Entre os demais achados da pesquisa, verificou-se também que a prevalência da DTM em adolescentes brasileiros é significativamente maior no sexo feminino, por conta da relação com a questão hormonal.
Segundo a Dra. Karla Costa, a sensação exagerada de dor, observada nos pacientes, pode estar relacionada à tendência destes pacientes ficarem facilmente frustrados, irritados e ansiosos, e como consequência contribui para diminuição da qualidade de vida e do sono. “Nos resultados apresentados neste estudo, a maioria dos adolescentes com DTM demonstrou ser maus dormidores, o mesmo ocorreu com relação à sonolência, em que a maioria apresentou como sendo moderada a grave. As alterações na qualidade do sono noturno, como insônia e distúrbios respiratórios do sono, podem colaborar com o aumento de episódios de sonolência diurna em adolescentes”, explicou a doutora.
Por fim, o presente estudo concluiu que os adolescentes que apresentam um sono perturbado e maior sofrimento psicológico, também apresentam mais sintomas relacionados à DTM, o que confirma a correlação entre a DTM e a baixa qualidade de vida.

