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Pesquisa da UFSCar avalia efeitos de exercícios físicos em portadores de Alzheimer

by RcpxRaquelADM

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar/SP) tem por objetivo verificar os efeitos de protocolos de exercícios físicos em idosos que tenham a doença de Alzheimer, nas fases leve ou moderada. Para o estudo, estão sendo convidados voluntários para avaliações e tratamentos fisioterapêuticos gratuitos que serão realizados em domicílio durante 16 semanas. O projeto é desenvolvido por mestrandos e doutorandos do PPGFt, sob orientação da professora Larissa de Andrade, do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar. 

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica e a forma mais comum de demência. A patologia manifesta-se lentamente e vai se agravando ao longo do tempo com declínio cognitivo e consequências na capacidade motora. De acordo com a Associação Internacional de Alzheimer, estima-se haver em torno de 46,8 milhões de indivíduos com demência no mundo, e este número deve dobrar a cada 20 anos, de forma que, em 2050, sejam cerca de 131,5 milhões de pessoas acometidas. Segundo dados de 2017 da Organização Mundial de Saúde (OMS), as demências são a sétima causa de morte no mundo e o subtipo de demência mais comum é o Alzheimer, que representa de 60 a 70% das ocorrências.

De acordo com Natália Oiring, doutoranda que integra a equipe de pesquisa, com o aumento da expectativa de vida e a transição epidemiológica que vem acontecendo no Brasil e no mundo, há maior prevalência de doenças crônico-degenerativas, como o Alzheimer. “Diante desse panorama, torna-se imprescindível retardar o avanço da patologia, e a literatura mostra que o exercício físico é o melhor tratamento não farmacológico”, aponta Oiring.

Nesse contexto, o objetivo da pesquisa é verificar os efeitos de protocolos de exercícios na força, mobilidade, funcionalidade, cognição, equilíbrio, entre outros aspectos de pessoas acometidas pelo Alzheimer. “Já está comprovado na literatura que o exercício melhora as atividades funcionais, a função cognitiva, os distúrbios neuropsiquiátricos, além de melhorar também a aptidão cardiovascular e cardiorrespiratória, flexibilidade, agilidade, equilíbrio e força e o desempenho físico de tarefas”, afirma a doutoranda. Com base nisso, a expectativa é que, após a intervenção proposta pela pesquisa, haja avanços nessas dimensões da vida dos voluntários. Os resultados também podem auxiliar fisioterapeutas na tomada de decisão sobre avaliação e tratamento de pacientes com Alzheimer, com a adoção de exercícios físicos que vão contribuir para prevenir as complicações da patologia.

Para desenvolver o estudo, estão sendo convidados voluntários, homens ou mulheres, a partir de 65 anos de idade, que tenham diagnóstico de Alzheimer (leve ou moderado), não institucionalizados, que consigam andar sem auxílio de muletas, bengalas ou andadores, e que tenham disponibilidade de participar das avaliações e intervenções. Os voluntários também não podem ter sequela motora de AVC, agravo cardiovascular ou infeccioso e histórico de fraturas recentes em membros inferiores.

Os idosos participantes passarão por avaliações fisioterapêuticas e médicas e tratamento fisioterapêutico em domicílio, três vezes por semana, durante quatro meses. Os interessados devem entrar em contato até o final do mês de agosto com a pesquisadora Natália Oiring pelo telefone (16) 98100-8080 (ligação e WhatsApp) ou pelo e-mail nataliaoiring@yahoo.com.br. 

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