A sobrevida dos pacientes com câncer de pulmão tem aumentado nas últimas décadas graças aos novos tratamentos. Esse foi um dos temas do I Uninove Internacional Oncology Congress, realizado entre os dias 3 e 4 de dezembro, e que reuniu especialistas do Brasil e de vários outros países.
Os novos medicamentos têm contribuído para aumentar a taxa de sobrevida dos pacientes em 5 anos. No início da década de 1970, apenas 10,7% das pessoas diagnosticadas com esse tumor conseguiam resultados positivos no tratamento. Na década de 2010, esse índice passou para 19,8%.
O médico Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal), explica que novas abordagens como terapias-alvo e imunoterapia têm contribuído para o avanço do tratamento desses tumores.
O pesquisador ressalta que as perspectivas futuras são bastante promissoras para esse tipo de tumor: “As terapias-alvo atuam diretamente nas moléculas essenciais para o funcionamento das células cancerígenas, freando a sua expansão. Já a imunoterapia estimula as próprias células de defesa contra o câncer”.
Considerado a neoplasia mais comum em todo o mundo, a alta mortalidade ainda é agravada pelo fato de que muitos tumores já estão avançados no momento do diagnóstico. “Estudos apontam metástases em órgãos distantes em 47,3% dos pacientes com câncer de pulmão em seu diagnóstico inicial. Isso reduz as chances de resultados positivos no tratamento”, alerta o médico oncologista.
O tabagismo continua como o principal fator de risco para o desenvolvimento desse tumor, respondendo por 80% dos casos. O consumo do tabaco aumenta em 50% os riscos de surgimento da doença. Já o tabagismo passivo em até 30%.

