Você sabia que as mulheres são mais suscetíveis a ter infecção urinária do que os homens? Segundo o Dr. Marcos Dall’Oglio, Urologista e Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina da USP, um dos fatores que contribuem para isso é a própria anatomia, pois a uretra do aparelho genital é mais curto e facilita a contaminação bacteriana.
Mas, mulheres diabéticas precisam ficar ainda mais atentas, pois o corpo fica mais exposto às informações quando está descompassada, ou seja, quando a glicemia está acima de 250 mg/dl. “A grande quantidade de açúcar que circula no sangue e também na urina diminui a atividade do sistema imunológico, o que favorece o aparecimento de infecção urinária”, explica o urologista.
Além da glicemia elevada, a pele seca e a coceira aumentam as chances da pele sofrer lesões perineais, facilitando a entrada de bactérias. A presença de complicações do diabetes, como neuropatia e má circulação podem dificultar a percepção da infecção e prejudicar a ação do corpo na defesa contra as infecções.
Os microrganismos normalmente relacionados com as infecções genitais na diabetes são Escherichia coli, Staphylococcus saprophyticus e Candida sp., que fazem parte da microbiota normal da pessoa, mas que devido ao excesso de açúcar circulante, têm sua quantidade aumentada.
Uma das principais infecções geniturinárias na diabetes é a infecção urinária, que pode acontecer devido à presença de bactérias no sistema urinário, levando ao aparecimento de sintomas como dor, ardor e urgência para urinar. No entanto, nos casos mais graves, também pode haver sangue na urina.
Segundo Dr. Marcos, o tratamento da infecção urinária é feito de acordo com a causa do problema, mas, em geral, são utilizados antibióticos, como, por exemplo, amoxicilina, e o tempo de duração de tratamento vai variar de acordo com a gravidade.
Mas, mulheres com diabetes apresentem infecções urinárias de repetição, sendo necessário procurar um especialista para acompanhar o tratamento. “É importante ir ao urologista para que seja identificado o microrganismo e o perfil de sensibilidade, uma vez que é provável que o agente infeccioso tenha adquirido resistência ao longo do tempo”, finaliza Dr. Marcos Dall’Oglio.
Mulheres diabéticas são mais propensas a ter infecções urinárias
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