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Meta da OPAS para saúde primária melhoraria prevenção contra doenças cardiovasculares

by RcpxRaquelADM

Diante da recomendação que acaba de ser feita pela OPAS, de que até 2030 os países destinem pelo menos 30% do financiamento público da saúde ao primeiro nível de atenção, a Socesp salienta que a iniciativa melhoraria a prevenção. “O impacto seria expressivo no tocante às doenças cardiovasculares, as que mais matam no Brasil e no mundo”, ressalta o médio José Francisco Kerr Saraiva, presidente da entidade.

A medida, segundo estimativa da OPAS, corroborada pela Socesp, reduziria entre 20% e 40% o número de internações hospitalares. “Serviços de atenção primária de qualidade levam a melhores resultados de saúde e maior expectativa de vida, conforme observa o organismo da ONU”, enfatiza Dr. Saraiva.

A recomendação da OPAS dá-se no âmbito do Pacto 30/30/30, considerado uma resposta aos desafios lançados pela Comissão de Alto Nível “Saúde Universal no Século XXI: 40 anos de Alma-Ata”: reduzir as barreiras que impedem o acesso à saúde em pelo menos 30% e destinar 30% do financiamento público à saúde primária, até 2030. As metas referem-se à Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, realizada em setembro de 1978, pela OMS, naquela cidade do Cazaquistão, expressando a necessidade de ação urgente de todos os governos nessa área.

Projetos da Socesp aderentes à meta da OPAS

Reiterando a importância do atendimento ambulatorial, da atenção primária e dos primeiros socorros prestados de maneira correta, Dr. Saraiva lembra que a Socesp tem iniciativas que atendem aos conceitos dessas metas do Pacto 30/30/30. Uma delas é o Projeto Infarto, realizado em conjunto com secretarias municipais de saúde. Trata-se da capacitação de médicos das Unidades Básicas de Atendimento (UPAs), para que iniciem o tratamento dos pacientes, de modo correto e imediato, antes do encaminhamento à internação em hospitais.

Outro exemplo é o programa de educação a distância realizado em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, que está levando conteúdos para médicos de todos os municípios paulistas. Projeto semelhante, realizado em conjunto com a Associação Paulista de Medicina (APM), é dirigido aos universitários.

“Não há dúvida de que a melhoria da atenção primária e ambulatorial salvaria muitas vidas, reduziria internações, otimizaria o investimento público em saúde e propiciaria melhor atendimento médico-hospitalar à população”, conclui o presidente da Socesp.
 

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