Entre uma lista variada de condições de saúde que podem levar ao agravamento da Covid-19 está a hipertensão arterial, popularmente conhecida como “pressão alta”. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o problema atinge cerca de 35% da população brasileira e aumenta as chances de desenvolvimento de doenças mais sérias como infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 380 pessoas morrem por dia de hipertensão no Brasil.
“A pandemia trouxe mais atenção ao cuidado com a pressão arterial, no entanto muitos brasileiros não têm conhecimento do quadro e recebem o diagnóstico em uma situação de emergência, por exemplo, ao ter uma crise hipertensiva e buscar ajuda médica. Por ser uma doença silenciosa, o aferimento regular da pressão arterial em casa, consultório ou em uma unidade de saúde colabora com o diagnóstico precoce”, diz o cardiologista e diretor Médico do Qsaúde Ricardo Casalino.
No Qsaúde, operadora de planos de saúde com atuação em São Paulo, cerca de 20% dos clientes são portadores de hipertensão arterial sistêmica. Do total de consumidores, quase 30% praticam atividades físicas com regularidade, entre cinco e seis vezes na semana, mais de 50% não consomem bebidas alcoólicas e quase 70% nunca fumou.
É importante lembrar que, ainda que grave, a condição pode ser controlada e, em alguns casos, até mesmo prevenida. “Sabemos que 90% dos casos de hipertensão arterial é herdada geneticamente. Porém, alguns hábitos podem influenciar no aumento da pressão, como tabagismo, consumo de álcool, obesidade, sedentarismo, colesterol alto, consumo excessivo de sal e estresse”, diz o cardiologista.

