Uma das principais causas de afastamento pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são as feridas crônicas que atingem cerca de cinco milhões de brasileiros e geram altos custos de tratamento para a saúde pública. Estudos já realizados no país apontam a alta prevalência e incidência de feridas principalmente em pessoas idosas, muitas vezes comprometendo severamente a qualidade de vida.
As feridas crônicas e úlceras, são lesões na pele cuja reparação da integridade anatômica e funcional (cicatrização) não acontece conforme o esperado. As principais causas desse tipo de lesão são a insuficiência venosa e a diabetes, com complicações em 84% dos casos, segundo estudos norte-americanos. O agravamento pode, inclusive, levar à amputação do membro, o que compromete ainda mais a qualidade de vida.
Teresinha dos Santos, 70 anos, desenvolveu uma ferida na perna devido a problemas na circulação sanguínea, o que a prejudicou no trabalho como vendedora no comércio de rua. “Não conseguia fazer as atividades mais básicas do dia a dia por não conseguir caminhar, devido à ferida. Sentia muitas dores, fiquei impotente e com a sensação de que a perna perdeu a força” conta.
Neste momento é comum a aplicação de pomadas e antibióticos sem orientação médica, pois muitas pessoas acreditam que este tipo de medicamento sozinho poderá cicatrizar as lesões na pele. “Qualquer pessoa com uma lesão na pele que demora muito a cicatrizar precisa procurar orientação médica. Principalmente quando as lesões são decorrentes de alguma outra enfermidade”, explica Antônio Rangel, enfermeiro estomaterapeuta, especialista no tratamento de feridas.
