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AVC: neurologista do Hospital Mackenzie alerta para prevenção e rapidez no atendimento médico: “tempo é crucial”
Pacientes que chegam ao hospital nas primeiras 4 horas e meia após o início dos sintomas têm maiores chances de recuperação sem sequelas.
Um atendimento médico rápido faz toda a diferença em pacientes que estão sofrendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O dia 29 de outubro – data marcada pelo Dia Mundial do AVC – reforça a importância da identificação dos sintomas do problema e da agilidade no atendimento. De acordo com o neurologista do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM),[b] Dr. Marcos Seelfeld[/b], pessoas que chegam ao hospital nas primeiras 4 horas e meia após o início dos sintomas, tem chances maiores de se recuperar com menos sequelas. “No caso do AVC isquêmico, quanto antes se conseguir desobstruir a artéria envolvida, melhor é a recuperação. Nesse sentido, a questão do tempo é essencial no tratamento. Este tempo atualmente gira em torno de 270 minutos, ou seja, quatro horas e meia, em um tipo de atendimento para desobstrução do canal chamado de trombólise. Existem estudos tentando estender este período através de novas técnicas com a desobstrução mecânica, ou seja, através de tratamento hemodinâmico”, explica o especialista.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o AVC é responsável por mais de 6 milhões de mortes por ano em todo o planeta. No Brasil, o número passa de 100 mil óbitos anuais, segundo dados do Ministério da Saúde. O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, privando as células cerebrais de oxigênio e nutrientes. Existem dois tipos principais de AVC. O mais comum é o isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, que responde por cerca de 85% dos casos. Já o hemorrágico é provocado pelo rompimento de um vaso e extravasamento de sangue no cérebro. Em ambos os casos, cada minuto conta. Estima-se que, a cada minuto sem tratamento, quase 2 milhões de neurônios podem ser perdidos. “O AVC hemorrágico, dependendo das localizações e das causas, pode trazer maior risco de vida e com maior acometimento das funções das pessoas que chamamos de morbilidade”, afirma Dr. Marcos.
[b]Sinais do AVC e possíveis sequelas[/b]
O neurologista destaca a importância de identificar rapidamente os sintomas de alerta do AVC. Entre eles, destacam-se: sorriso torto, fraqueza em um dos braços, confusão mental (fala embolada). Outros sintomas incluem perda súbita da visão, dor de cabeça intensa sem causa aparente e desequilíbrio. Quando essas situações forem percebidas, é necessário acionar a emergência médica ou levar a pessoa a um hospital imediatamente.
Segundo Dr. Marcos, o AVC pode deixar sequelas na fala e na mobilidade, além de outros problemas no organismo. “Dependendo de qual central no encéfalo for atingida e não recuperada, haverá a cicatriz desta lesão. Por exemplo, se for afetada a central da fala, o paciente ficará com dificuldade de falar ou de entender a fala. Se envolver o comando motor, haverá paralisia, se envolver o controle urinário, poderá ocorrer incontinência de esfíncteres e assim por diante”, relara o neurologista.
Fatores de risco e prevenção
Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, até 90% dos casos de AVC estão relacionados a fatores de risco que são controláveis, tais como: hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sdentarismo, alimentação rica em gorduras e sal. Portanto, manter um estilo de vida saudável é essencial para reduzir o risco da doença. “Para que possamos prevenir este tipo de acometimento, ações de prevenção são bem-vindas como o controle do peso, alimentação saudável, exercício físico no sentido de mobilizar-se de forma frequente, além do controle de doenças que eventualmente possam acometer o indivíduo e predispô-lo a fenômenos cérebro vasculares”, explica o especialista.
[b]Protocolos rápidos de atendimento em Curitiba[/b]
Curitiba é um importante centro de inovações e tratamentos médicos, com protocolos específicos de atendimento às vítimas de AVC´s. De acordo com Dr. Marcos, quem apresentar sintomas do Acidente Vascular Cerebral tem condições de ter um atendimento mais eficiente no município. “Quem apresentar um AVC pode entrar em contato com seu médico, posto de saúde mais próximo, Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ou ainda com a central de seu convênio que, por sua vez, alimentará um sistema ligado à central de leitos da prefeitura, que entrará em contato com os hospitais, através de seus núcleos de referência. Estes acionarão a dinâmica de atendimento com protocolos específicos de atendimento onde a variável tempo é respeitada, ou seja, as ditas unidades do AVC, realizando acesso a protocolos rápidos de atendimento com acesso a enfermagem, paramédicos (pela questão administrativa), a avaliação médica por neurologista, ao setor de imagem como a tomografia e outras e acesso universal ao trombolítico”, explica o médico.
