Uma das mais importantes e complexas articulações do corpo humano, o joelho, como esperado, pode ser afetado por uma série de diferentes condições. Entre elas, a Doença de Osgood-Schlatter. Apesar de pouco falada, a doença é considerada comum, atingindo cerca de 20% dos adolescentes atletas e 5% dos não atletas.
“A condição é caracterizada por uma inflamação no local onde o tendão do músculo da coxa encontra a tíbia”, diz o Dr. Pedro Baches Jorge, ortopedista, especialista em joelho e Médico do Esporte, da Clínica SO.U. Ainda, é considerada uma osteocondrose, um grupo de distúrbios relacionados ao crescimento, de acordo com o médico.
Segundo a Dra. Giovanna Bertucci Moreira, especialista em Ortopedia Pediátrica, a doença aparece normalmente entre os 12 e 15 anos, sem uma causa muito bem definida. “Na maioria das vezes ocorre em meninos que praticam esportes, porém, com o aumento de meninas engajadas em atividades físicas, a ocorrência tem sido proporcional. Pode ser atribuída por tração repetia do ligamento patelar ou por um surto de crescimento”. A grande maioria dos casos (próximo aos 90%), tem resolução antes da vida adulta. Quando prolongada, pode haver formação de um ossículo na região.
Os sintomas mais comuns são dor, inchaço e sensibilidade na região, localizada na frente do joelho, logo abaixo da patela. “Normalmente, o tratamento indicado inclui afastamento da atividade física, medicação e compressa com gelo para controle da dor, fisioterapia analgésica, de fortalecimento e alongamento do ligamento patelar”, explica a médica. Com isso, normalmente há a remissão da doença em alguns meses. Quando não efetivo, em casos raros, pode ser necessária imobilização, injeção de corticoides ou intervenção cirúrgica.
“Os pais devem ficar atentos a esses sintomas e procurar um especialista para diagnóstico e início do tratamento adequado”, alerta o médico. O diagnóstico normalmente é clínico. Ainda, pode ser solicitado exames de imagem para descartar a possibilidade de outras lesões.

