Médicos, pacientes e público em geral têm até 5 de outubro para opinar se o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ou não adotar o cloridato de prasugrel como tratamento para combater a trombose de stent – prótese de desobstrução arterial – em pacientes diabéticos com síndrome coronariana aguda e que realizaram angioplastia coronariana primária.
A consulta pública nº 48 foi aberta pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS (Conitec), que assessora o Ministério da Saúde nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração pelo SUS de tecnologias em saúde, protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas.
Para democratizar o acesso à consulta, a Conitec preparou dois formulários: um para a sociedade em geral [url=http://(http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=59415](http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=59415[/url]); e outro específico para a comunidade médica e científica ([url]http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=59414[/url]).
Os sistemas de saúde pública de países como Alemanha, Austrália, Canadá, Escócia e Inglaterra já adotam o cloridrato de prasugrel para evitar a trombose se stent em pacientes diabéticos com síndrome coronariana aguda e que passam por angioplastia primária.
A adoção do cloridrato de prasugrel significa reduzir em até 40% o risco de reinfarto e colocação de novo stent em pacientes com esse quadro. Além disso, a medicação pode ser indicada para não-diabéticos, com chance de diminuir o reinfarto em até 20%.
A maior eficiência se deve ao efeito do cloridrato, que evita que a plaqueta “grude” no stent, permitindo que o sangue flua, impedindo que a pessoa tenho um novo infarto.
O diabetes é um dos principais causadores de doenças cardiovasculares em todo o mundo, sendo estas a causa mais frequente de mortalidade precoce¹. E, com a consulta pública, a sociedade pode apresentar sua opinião sobre a proposta.
1 Lyra R, Santos RD, Cavalcanti N. Diabetes e doenças cardiovasculares. 1. ed. São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2014. v. 1. p. 492.
