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CFM proíbe uso de anestesia em tatuagens

by RcpxRaquelADM

CFM proíbe uso de anestesia em tatuagens para fins estéticos; médico anestesiologista avalia
Resolução publicada nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial da União veta o uso de anestesia para procedimentos de tatuagem, exceto em casos com indicação médica para reconstrução
 

O [b]Conselho Federal de Medicina (CFM)[/b] proibiu oficialmente a realização de qualquer ato anestésico — incluindo sedação, anestesia geral ou bloqueios periféricos — para a execução de tatuagens com finalidade exclusivamente estética. A Resolução nº 2.436, de 10 de julho de 2025, foi publicada nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial da União e já está em vigor.
 
De acordo com o texto, o uso de anestesia está autorizado apenas em casos de tatuagens com indicação médica em contextos reparadores, como procedimentos de reconstrução após cirurgias ou traumas, desde que reconhecidos pela literatura médica.
 
A decisão tem como base preocupações com a segurança do paciente e a falta de evidências científicas sobre os riscos do uso de anestesia em contextos não médicos. Para o anestesiologista[b] Paulo Guimarães[/b], a resolução representa uma medida de precaução diante de um cenário ainda incerto.
 
“A pessoa se expõe a um risco teoricamente desnecessário, especialmente em algo que ainda não está bem definido pela medicina, como o uso dessas tintas e pigmentos”, explica. “Em muitos casos, estamos falando de tatuagens extensas, que cobrem tórax e braços, e que exigem grandes volumes de pigmento. Não sabemos exatamente quais substâncias estão presentes nessas tintas – muitas contêm chumbo, cádmio e outros metais pesados – e como o organismo vai reagir a longo prazo”, acrescenta o médico.
          

[b]Médico destaca que o uso de anestesia deve estar restrito ao ambiente médico[/b]
O médico também destaca que o uso de anestesia deve estar restrito ao ambiente médico e a procedimentos com indicação clínica clara. “Não se trata de comparar a importância de uma tatuagem com a de uma cirurgia estética. A questão é que, do ponto de vista da segurança, ainda temos muitas incertezas. Por isso, considero a decisão do CFM acertada: é uma medida de cautela para evitar práticas que ainda carecem de respaldo científico”, completa Guimarães.

A nova resolução do CFM proíbe que médicos participem dessas práticas estéticas com uso de anestesia. Caso contrariem a norma, eles podem ser responsabilizados eticamente.

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