Home Artigo Celulite de corrida – Dra. Danuza Alves


Celulite de corrida – Dra. Danuza Alves


by Nelson Coelho

Celulite de corrida: por que os furinhos aparecem mais quando você se movimenta?


“Nem sempre as marcas que incomodam durante o exercício são as mesmas que vejo com o corpo parado”, afirma a médica Danuza Alves


Leggings esportivas vendidas com a promessa de melhorar a aparência da celulite durante o movimento já fazem parte do mercado de roupas para treinar, inclusive correr. Enquanto essas peças anunciam uma ação massageadora sobre a pele, um vídeo durante a corrida pode mostrar justamente o que incomoda: depressões mais evidentes do que no espelho. Essa percepção, que pode ser descrita como uma “celulite de corrida”, tem relação com a maneira como a contração muscular modifica a tensão dos tecidos, sem representar um tipo diferente de celulite.



A pele tem conexões com estruturas mais profundas por meio de faixas de tecido fibroso, que participam da formação dessas depressões. A cada passada, a contração muscular altera a tensão na região e pode acentuar sua aparência, como explica Danuza Alves, médica da Clínica Leger e referência em tratamentos para celulite. “A mulher não desenvolveu celulite durante a corrida. O movimento destacou uma característica que estava menos visível com o corpo relaxado”, afirma. A mesma distinção vale para as roupas: uma ação massageadora ou uma mudança temporária na aparência não equivale ao tratamento das estruturas envolvidas.



Fora do treino, sentar ou cruzar as pernas também modifica a posição e a compressão dos tecidos, enquanto subir escadas ou fazer um agachamento muda a aparência da região durante a contração muscular. Até a iluminação interfere: a luz lateral acentua as sombras, e uma luz frontal pode deixar as irregularidades mais discretas. Comparar uma foto posada com um vídeo correndo, portanto, não permite concluir que houve piora. O exercício continua contribuindo para a saúde e o fortalecimento muscular, embora esses benefícios não signifiquem a eliminação da celulite.

A diferença entre as marcas que aparecem durante a contração e as que permanecem com o corpo relaxado orienta a escolha do tratamento. A avaliação considera a profundidade das depressões, a flacidez e o contorno da região. Nos casos em que existe indicação, o GoldIncision envolve a liberação das faixas fibrosas que tracionam a pele, podendo ser associado a outras abordagens. “Uma marca que aparece apenas na contração não recebe automaticamente o mesmo tratamento de uma depressão persistente. Primeiro, identifico o que está causando aquela alteração e o que podemos melhorar, considerando os riscos e os limites de cada procedimento”, conclui Danuza.




Danuza Alves é médica, sócia-proprietária e diretora médica da Clínica Leger de Porto Alegre, com registros CRM/RS 36568 e CRM/SP 219399. Atua em preenchimentos faciais e corporais, harmonização glútea e tratamentos para celulite. Coordena o núcleo de pesquisas da Clínica Leger, tem publicações científicas e é autora de três capítulos de livros. Instagram: @dradanuzalves.

Deixe seu comentário!

* Ao utilizar este formulário, você concorda a nossa politica de privacidade!

related posts

Newsletter

 Assine nossa newsletter e receba conteúdos especiais, dicas práticas e atualizações importantes diretamente no seu e-mail.

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00