FEMAMA lança campanha de Outubro Rosa para 2025 com tema “Com + Prevenção Somos Mais Vida”
Com foco nas diversas formas de prevenir o câncer de mama, por meio de hábitos saudáveis e políticas públicas, campanha inclui ação em jogo entre Grêmio e Santos e exposição em parceria com [b]Hospital Moinhos de Vento[/b] e [b]Jorge Bischoff[/b]
A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) lança sua campanha “Com + Prevenção Somos Mais Vida”, para o Outubro Rosa, com foco na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A iniciativa visa incentivar a população a adotar hábitos preventivos e a realizar exames regularmente, enfatizando que “Quem procura, acha em tempo de curar!”. Além disso, também busca sensibilizar a sociedade e tomadores de decisão de que a prevenção é um compromisso social, que deve ser estimulado por políticas públicas, empresas, comunidades e famílias.
Nesse sentido, o pontapé inicial da campanha será dado na partida do Campeonato Brasileiro entre Grêmio e Santos, na Vila Belmiro. Os times se enfrentam nesta quarta-feira (1), às 20h (de Brasília), na Vila Belmiro. Visando promover a conscientização sobre a importância da atividade física para a prevenção do câncer de mama, os jogadores farão o aquecimento vestindo camisas da Umbro em parceria com FEMAMA em alusão à campanha de Outubro Rosa, celebrando o lançamento da camisa e do Circuito Outubro Rosa, ação promovida pela Federação que contará com 15 eventos esportivos realizados por organizações da Rede FEMAMA no Sul, Sudeste e Nordeste do país. O calendário com as informações dos eventos está disponível na página de Outubro Rosa [url=https://femama.org.br/site/outubro-rosa/]no site da FEMAMA[/url] e nas redes sociais da Federação.
Outra das principais ações da campanha deste ano é um ensaio fotográfico de moda realizado com mulheres diagnosticadas com câncer de mama, assinado pelo fotógrafo Eduardo Carneiro. A iniciativa é fruto da parceria entre FEMAMA, Hospital Moinhos de Vento e Jorge Bischoff, e conta com styling de Manuela Pereira e beleza de Raphaelli Essencial Therapy.
O editorial dá voz às trajetórias de mulheres que viveram a jornada oncológica no Núcleo Mama do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. As fotos estarão presentes em exposição no Hospital Moinhos de Vento e também no shopping Iguatemi da capital gaúcha, com o objetivo de transpor barreiras e levar o diálogo sobre o câncer de mama e informações de acesso à saúde a espaços diferentes.
“No Outubro Rosa, a FEMAMA sempre busca transpor barreiras para levar o diálogo sobre o câncer de mama aos espaços onde a informação em saúde muitas vezes não chega. Com a produção desse editorial de moda com uma linguagem diferente dos ensaios fotográficos que costumamos ver sobre o tema, nosso objetivo é comunicar que o caminho entre o resgate da identidade e da autoestima durante e após o tratamento não é trilhado apenas por quem vive o câncer, mas também pela forma como a sociedade olha para essas mulheres”, explica [b]Dra. Maira Caleffi[/b], presidente fundadora da FEMAMA e chefe do Núcleo Mama do Hospital Moinhos de Vento.
[b]Câncer de mama no Brasil[/b]
No Brasil, cerca de 40% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em fase avançada,1 e mais de 20% das mulheres em idade de rastreamento nunca realizaram uma mamografia.2 E embora nem todo câncer tenha cura, o controle da doença como uma condição crônica é possível através de atenção integral, acesso ágil a tratamentos adequados e acompanhamento multiprofissional.
Ainda sobre prevenção, FEMAMA ressalta que a medicina de precisão desempenha um papel fundamental no mapeamento de riscos e na definição de estratégias personalizadas de tratamento, especialmente para mulheres com histórico familiar e risco agravado. Atualmente, há um projeto de lei sob análise da Câmara dos Deputados que torna obrigatório a realização dos testes genéticos BRCA1 e BRCA2 no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com câncer de mama de alto risco, com o objetivo de identificar mutações genéticas hereditárias ligadas a maiores probabilidades do desenvolvimento de câncer de ovário, mama e colorretal.
“A prevenção depende de ações individuais essenciais, como manter um estilo de vida saudável e cuidar do próprio corpo para descobrir qualquer mudança o mais cedo possível. Porém, também depende de políticas públicas voltadas às mulheres, que incluam a oferta de uma atenção primária qualificada, um plano nacional de rastreamento que recomende a realização da mamografia a partir dos 40 anos, e também a disponibilização dos testes genéticos no SUS para quem precisa”, aponta Dra. Maira. “Prevenir é salvar vidas. Não podemos perder tempo, porque o tempo é justamente o recurso mais crucial para determinar o desfecho clínico e a qualidade de vida dessas mulheres.”
