As paratireoides são quatro glândulas que ficam no pescoço, atrás da tireoide. A função delas é controlar os níveis de cálcio no sangue por meio da produção do paratormônio (PTH) que, por sua vez, age nos ossos, rins e intestino. Quando há produção excessiva de PTH, os níveis de cálcio no sangue sobem e o fósforo cai.
“O adenoma de paratireoide é um tumor benigno, entretanto, ele leva ao hiperparatireoidismo, uma alteração das glândulas paratireoides. O hiperparatireoidismo também pode ser causado por hiperplasia (crescimento anormal, mas benigno das glândulas) e raramente por um câncer raro, o carcinoma de paratireoide”, explica Dra. Rosália Padovani, endocrinologista da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).
Algumas das complicações do hiperparatireoidismo são osteoporose, fraturas e cálculos renais.
O diagnóstico do hiperparatireoidismo é feito através da avaliação do perfil de cálcio no sangue e cálcio na urina de 24 horas. Uma vez confirmando o diagnóstico da doença, serão necessários exames de imagem das paratireoides. Dra. Rosália explica que o tratamento normalmente é cirúrgico, mas em alguns casos pode-se optar somente por acompanhamento.
