De acordo com o 3º levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o uso de medicamentos está em 2º lugar no ranking de substâncias legais ou ilegais que causam dependência. A pandemia de Covid-19, pode inclusive ter agravado esse cenário. Um levantamento do Consulta Remédios aponta que houve um aumento de 113% na procura de medicamentos destinados à ansiedade, insônia e depressão.
Entre os medicamentos mais utilizados, está, por exemplo, o Zolpidem, fármaco hipnótico, por vezes utilizado para tratar a insônia. O problema é que, medicamentos como o Zolpidem, possuem efeitos colaterais significativos como sonambulismo, prejuízo na memória e possível dependência. Ou seja, o seu uso sem acompanhamento médico traz graves riscos à saúde. “O uso de medicamentos deve ser quando o paciente já não responde por si mesmo e com acompanhamento para a retirada do medicamento quando for conveniente”, defende o doutor em neurociências com formação em neuropsicologia Fabiano de Abreu.
Para o neurocientista, deve-se ter um cuidado extra quando se fala de pacientes com histórico de abuso de drogas ou com doenças psiquiátricas. Além disso, Fabiano de Abreu acredita que a automedicação é um fenômeno cultural brasileiro. Por isso, considerando todos os riscos envolvendo a utilização desorientada de remédios tarja preta, o especialista reconhece que dar preferência a produtos naturais é uma alternativa mais segura para os brasileiros. “As opções primárias têm que ser pelo natural”, aconselha.
