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Julho verde, é hora de falar sobre o câncer de cabeça e pescoço

by RcpxRaquelADM

Assim como ocorre com o Outubro Rosa e o Novembro Azul, o mês de julho ganhou a coloração verde para levar informação e conscientização da população sobre os cânceres mais comuns que afetam a cabeça e pescoço — de boca, garganta e tireoide – e sobre a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura.

Dr. Murilo Neves, médico especialista em cirurgia de Cabeça e Pescoço pela UNIFESP, conta que o tumor de boca é o quinto mais comum dentre todos os cânceres no Brasil e se caracteriza pelo surgimento de machucados na mucosa que nunca cicatrizam completamente. “No início as pessoas confundem com aftas, mas a lesão tem aspecto variável. Pode ser uma placa mais elevada do que a mucosa normal, pode ter um buraco no centro como as aftas, ser branca ou mais avermelhada. Raramente sangram e só doem quando estão maiores”, detalha.

A lateral da língua e a parte inferior, atrás dos dentes, são os locais mais frequentes em que essas lesões surgem.

“O câncer de garganta apresenta lesões, mas, são difíceis de serem visualizadas. Por isso, a atenção fica nos sintomas – em especial quando duram mais de sete dias”, diz Dr. Murilo.

Entre os principais indícios de que algo não vai bem estão as alterações de voz, como rouquidão, e dificuldade ou dor para engolir, além da sensação de algo preso no fundo da garganta. Esse tipo de tumor pode causar ínguas na lateral do pescoço e causa muita dor desde os primeiros sinais.

Segundo Dr. Murilo, ambos os cânceres são preveníveis, uma vez que estão ligados ao estilo de vida. “Tabagismo, etilismo e infecção pelo Papilomavírus (HPV) são os motivos mais comuns para o surgimento da enfermidade”, diz.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura. O tratamento inclui cirurgia, quimio e radioterapia.

Já o câncer de tireoide tem se tornado mais frequente nos últimos anos e isso, segundo o médico, pode ser explicado por fatores como o aumento dos casos de obesidade e de exames radiológicos, como a tomografia.

Dr. Murilo também ressalta a importância da realização de exames de rotina. Como este é um tumor assintomático, muitas vezes ele é descoberto na realização de ultrassonografias da tireoide. “Mas apenas 15% dos nódulos diagnosticados são malignos”, tranquiliza, lembrando que o tratamento inclui cirurgia e iodoterapia.

 

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