Para 2019, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) calcula mais de 11 mil casos de incidência de tumor cerebral, entre homens e mulheres. Neurocirurgião detalha procedimento que aumenta exponencialmente a segurança na cirurgia
A cada ano do biênio 2018/2019, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que sejam diagnosticados 11.320 novos casos de tumores cerebrais e do sistema nervoso central no Brasil. Desses, seriam 5.810 em homens e 5.510 em mulheres. Isso representa um risco durante a vida de 5,62 casos novos a cada 100 mil homens e 5,17 a cada 100 mil mulheres.
Nos dias atuais, felizmente, existem alguns procedimentos de alta tecnologia que possibilitam facilidades e ampliam as chances de êxito em neurocirurgias. Um deles é a embolização pré-operatória do tumor. O neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP), Dr. Feres Chaddad Neto, explica como funciona a técnica.
“A embolização pré-operatória é uma opção de tratamento auxiliar que diminui o volume de sangue que chega ao tumor, o tornando mais fácil de ressecar cirurgicamente. Também reduz a necessidade de transfusões durante a operação”, explica.
O médico cita que, dependendo de alguns fatores, é necessário mais de uma sessão. “Dependendo do tipo de tumor, volume e localização, são necessárias várias sessões de embolização para que a cirurgia seja a mais segura possível”.
Como de fato funciona a embolização?
A embolização é um procedimento endovascular, ou seja, é realizado por punção do vaso sanguíneo, controlado mediante o raio X e um meio de contraste. Dessa forma, é possível localizar as artérias que nutrem o tumor. Em seguida, é injetado um material específico para o bloqueio de fluxo sanguíneo no local.
Tumores benignos e malignos
No sistema nervoso central há tumores malignos e benignos. Porém, estes últimos, em alguns casos, são tão difíceis de tratar quanto os primeiros, devido às áreas de delicada localização (a área da linguagem ou o tronco cerebral, por exemplo), locais de difícil acesso (áreas profundas) ou porque são ricos em vascularização.
