Em tempos de pandemia, preocupações extremas e uma doença que ataca principalmente os pulmões, a falta de ar já se tornou motivo de preocupação pra muita gente. Para diferenciar os dois tipos diferentes dessa manifestação, o psicólogo e psicanalista Ronaldo Coelho, da capital paulista, revela que quando o sintoma é decorrente da ansiedade os sinais aparecem e desaparecem em pouco tempo durante um dia, já nos casos de COVID-19, a sensação de sufocamento não desaparece.
Ronaldo ensina que em uma crise de ansiedade é preciso a atenção à respiração. A concentração deve ser em soltar o ar, com força, focando em soltar o corpo. “Expirar com força, jogar os ombros para baixo e dizer para si mesmo: relaxe! É um exercício que pode ser repetido quantas vezes forem necessárias para ajudar a sair deste momento ruim”, conta.
O mais comum quando uma pessoa se encontra em uma crise é ficar tentando puxar o ar e se esquece de soltar. Isso faz com que as trocas gasosas sejam interrompidas. O ar com bastante CO2 não é expelido do pulmão e a sensação de asfixia começa aumentar. Ao focar em expelir o ar, logo que o pulmão se esvaziar ele irá encher naturalmente, sem a necessidade de forçar a inspiração.
O psicanalista finaliza deixando uma dica de ouro: “Soltar o ar com muita força e relaxar o corpo pode minimizar muito o estresse deste momento”.

