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Pesquisa da Febrasgo revela que mais de 90% dos profissionais de ginecologia já utilizam telemedicina para realização de orientações médicas

by RcpxRaquelADM

Diante da regulamentação da telemedicina, durante o período de enfrentamento ao Covid-19, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) realizou pesquisa online com seus associados para aferir seus atuais entendimentos e expectativas sobre o emprego da telemedicina na realização de consultas e assistência à saúde da mulher. O levantamento abrangeu uma amostra de 340 profissionais e revelou que mais de 90% deles já realizaram algum tipo de orientação à distância (resolução de questões ou dúvidas mais simples e pontuais), sobretudo via telefone e whatsapp. Os dados apontaram ainda que 57% possuem certificação digital – condição necessária para utilização das plataformas mais seguras para esse tipo de atendimento. Contudo, 77,15% nunca realizaram orientação médica por meio de videochamada. E 85% ainda não conhecem plataformas específicas dedicadas à telemedicina.
 
O presidente da Febrasgo, Dr. Agnaldo Lopes comenta que, no cenário atual da ginecologia e obstetrícia, “a telemedicina já existe, na prática. Mas ainda falta maior controle das informações fornecidas e seu devido registro em prontuário, além do uso de dispositivos mais seguros nesse atendimento”. 
 
A pesquisa apontou que 90% dos profissionais de ginecologia e obstetrícia entrevistados afirmam já ter realizado orientações médicas via ligação telefônica; 92% já as concederam via whatsapp, e 62% apontam que, em algum momento, enviaram orientações via e-mail. Interessante observar que a mesma adesão não ocorre em contatos por videochamada, porém 23,85% já utilizam esse tipo de recurso na comunicação com pacientes e 57% demonstra interesse em conhecer plataformas dedicadas de telemedicina disponíveis no mercado.
 
Os dados revelaram também que 72% dos entrevistados possuem prontuário eletrônico, o que facilitaria o registro de dados das pacientes, como informações de atendimentos clínicos, exames, consultas e retornos etc. Entretanto, o percentual daqueles que fizeram os registros das orientações foi 61,8%, fossem em todas as ocasiões ou quando continham informações muito relevantes.

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